sábado, 30 de maio de 2009

No próximo pulsar de ponteiros

Na próxima semana que um dia se vem, quem sabe por nunca, talvez não se vá, por pensar que se foi, veremos, verá que o dia que passou por sete vezes, simples semana virou e apenas dispensa tanta conta, contando apenas semana simples.

Aro de relógio no pulso, pulsando forte conta que batidas de ponteiro multiplicam os batimentos, prediz que na semana passada vos disseram o futuro, sete dias atrás viu que nesse exatomomento largaria sua vida num calendário fictício e despertaria pr'uma vida cheia de tempos indefinidos, passados futurísticos e presentes em embrulhos simplórios.

Saudoso foi o tempo que a sujeira limpava a barra de tudo, lembrava de quando o coração pulsava forte, era só por correr horas e não por olhar segundos, hoje conta muito mais pulso, leva muito menos tempo e sangra muito mais dor sempre que lembra correr horas e dias sem fim, correr de nada que o futuro não trouxe, correr de um sonho pesado, diferente de quando o sonho fora real, simplesmente dias sem dormir e sonhando abertamente os olhos de outros.

Na próxima semana que se passar, será semana passada e hoje será presente até o minuto seguinte, lembrará daquele momento como que pedindo voltar no tempo, parar a cena e esperar que o "sim" perdure até o real dia de resposta, até o relógio girar e o pulso acelerar de um modo que nenhuma resposta será ouvida e loucamente dirá que estará vivendo o mais feliz tempo de uma vida sem pressa.

Afeiçoado com o tempo, divergiu a quantidade de sussurros e sibilou um conto de naves e nuvens, desmentiu um caminhante que ousou questionar que horas era, o danado falou que o tempo num passaria, que ele esperaria em vão por aquele sonho de correr com pés de pequeno.

Pensando não saber do que falei, fecha bem os olhos, conta até dez e olha a sua frente. Se vê um relógio tentando te dizer que está andando o tempo, acredite. É devagar, mas chega.

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