Na próxima semana que um dia se vem, quem sabe por nunca, talvez não se vá, por pensar que se foi, veremos, verá que o dia que passou por sete vezes, simples semana virou e apenas dispensa tanta conta, contando apenas semana simples.
Aro de relógio no pulso, pulsando forte conta que batidas de ponteiro multiplicam os batimentos, prediz que na semana passada vos disseram o futuro, sete dias atrás viu que nesse exatomomento largaria sua vida num calendário fictício e despertaria pr'uma vida cheia de tempos indefinidos, passados futurísticos e presentes em embrulhos simplórios.
Saudoso foi o tempo que a sujeira limpava a barra de tudo, lembrava de quando o coração pulsava forte, era só por correr horas e não por olhar segundos, hoje conta muito mais pulso, leva muito menos tempo e sangra muito mais dor sempre que lembra correr horas e dias sem fim, correr de nada que o futuro não trouxe, correr de um sonho pesado, diferente de quando o sonho fora real, simplesmente dias sem dormir e sonhando abertamente os olhos de outros.
Na próxima semana que se passar, será semana passada e hoje será presente até o minuto seguinte, lembrará daquele momento como que pedindo voltar no tempo, parar a cena e esperar que o "sim" perdure até o real dia de resposta, até o relógio girar e o pulso acelerar de um modo que nenhuma resposta será ouvida e loucamente dirá que estará vivendo o mais feliz tempo de uma vida sem pressa.
Afeiçoado com o tempo, divergiu a quantidade de sussurros e sibilou um conto de naves e nuvens, desmentiu um caminhante que ousou questionar que horas era, o danado falou que o tempo num passaria, que ele esperaria em vão por aquele sonho de correr com pés de pequeno.
Pensando não saber do que falei, fecha bem os olhos, conta até dez e olha a sua frente. Se vê um relógio tentando te dizer que está andando o tempo, acredite. É devagar, mas chega.
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