Denso, tenso, penso, crio e penso,
tenso, no denso e frio mundo escuro das luas novas
que não se vão em vão.
Preso fico no escuro perpétuo
da fase sem brilho de um astro feminino
que escondido fica por trás da Terra,
surrupiando de olhos reais
a visão mais bela do astro luzido flutuante
que amarrado por um barbante
gira e muda fase de tempos em tempos.
Encontrar-se-ão no jardim de lua cheia,
seguirão secretos por um sempre com fim marcado.
Majestosa lua nova sem brilho,
cresce crescente,
mingua minguante,
reluz cheia de brilho de prata
e mostra que nada é mais belo que a lua.
No dia que seu sol brilhar
mais forte que a luz da lua,
seu eclipse será completo e
a escuridão da solidão
será luz na noite fria
que de inverno à inverno
te congela o coração.
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