segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

GRANDE GONZAGUINHA

Levanta, levita, suspende e surpreende.

"Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz..."


Caro amigo Gonzaguinha,
ouse e procure não ter vergonha de ser triste, pois assim alcançará com facilidade a tão buscada felicidade que se orgulha tanto em ter aprendido.
Apesar de vivermos em épocas distintas eu também fico Com a pureza Da resposta das crianças, só essa enxergam que a vida é realmente muito bonita.

Mas insisto que ouse no passado mude sua letra e cante alegremente a tristeza dos que ainda não aprenderam a viver a realidade, dos que ainda sofrem pela falta de comida, dos que clamam por carinho e atenção, dos que tem tudo isso mas vivem de sonhos que nem sabem o quão reais podem ser.
Cante, Grande Gonzaguinha.

Simplesmente leia e não se identifique como sendo triste merecedor dos versos contrários e felizes de Gonzaguinha; Leia, reflita e depois disso reflita mais um pouco.
Simplesmente pense que a vida apesar de feliz e bonita, pode também ser triste sem deixar jamais de ser bonita, porque o mais importante é entender a beleza de ser um eterno aprendiz.

"Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor."


Viver.
Triste ou feliz sabendo
que nada é pra sempre,
entendendo que belo é viver.
Entendeu?

"E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita..."

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